Eu não nasci com a vocação materna que tantas mulheres tem… eu duvidava que na minha rotina, na rotina da minha família que era formada pelo marido e nossa vira lata querida, coubesse uma criança. Tinha medo de assumir o compromisso de criar um ser humano que pudesse me fazer rever quem eu realmente sou e mudar completamente quem eu era.

Estava certa mesmo. Meus receios tinham fundamentos profundos.

Meus medos iam além das reflexões ao meu respeito. O que fazer quando a criança chora sem parar e você sem entender o motivo? Ou se por alguma distração você a machuca… um acidente acontece.

Não dá um pavorzinho de pensar em certas coisas?

A graça da vida é que nada está realmente sob controle. E eu engravidei. O engraçado é que antes de me deixar tomar pelo medo, eu sorri quando descobri. Logo depois veio o medinho, sim… mas o que eu fiz com ele é o que conta.

Em vários dias eu me sentei para me conectar com meus sentimentos. Fechava meus olhos, respirava profundamente, tentava imaginar o que estava acontecendo no meu ventre, emanava energias para que tudo corresse bem, de forma saudável pra mim e pro bebê (eu fui uma gestante de risco porque tenho trombofilia).

Sabia das conexões divinas deste Ser com o meu. E começava a aceitar as responsabilidades, mesmo chorando muito às vezes. Eu dizia para ela que estava com medo e pedia sua ajuda. Contava que o mundo é difícil e demanda muito de nós.

Meu coração foi desenvolvendo o amor que eu achava que não era possível e uma coragem inspiradora. Passei a entregar, confiar, aceitar e agradecer.

Dentro das práticas de yoga existem muitas mensagens para meditar, visualizações, exercícios físicos e energéticos, além de todo conhecimento milenar que ajuda a humanidade dentro de esferas que não conseguimos sozinhos.

Começar a praticar Yoga é um voto de confiança que você dá ao perceber que esta atividade traz benefícios além do corpo físico. São sentimentos que estão além da compreensão lógica, da explicação fundamental. É uma experiência que produz resultados diferentes porque os indivíduos são absolutamente diversos entre si. Os bebês que estão sendo gerados e as mães… Cada uma tem a sua história, traz consigo para a prática e experiencía o autoconhecimento de formas e intensidades diferentes.

O yoga me ajudou a estar presente no momento que estou vivendo e a respeitar minhas dificuldades. A ter compaixão comigo e com os outros seres. A preparar o meu corpo para ser a melhor morada que meu bebê poderia ter e sempre usá-lo como instrumento para crescer espiritualmente, sendo ele um meio de transporte para o Ser Divino que habita em mim, atuar.

O Yoga vai ajudar você também. Esteja certa.